KAMI - O RETORNO DA FENIX

Kami viveu grandes momentos com a paiN, e entre altos e baixos, mostra porque é considerado um dos melhores midlaners do mundo até hoje!

KAMI – O RETORNO DA FENIX

Veja porque experiência e determinação são as marcas registradas da trajetória deste player! 

Falou em paiN Gaming, automaticamente já pensamos em Gabriel “Kami” Bohm. E não é para menos: ele está na organização desde a primeira lineup de League of Legends, e com tanto tempo vestindo a camisa da equipe, já se tornou a cara do time.
Kami viveu grandes momentos com a paiN, e entre altos e baixos, mostra porque é considerado um dos melhores midlaners do mundo até hoje!

Em 2013 quando conquistou pela primeira vez o Campeonato Brasileiro de League of Legends, foi um dos responsáveis por trazer o posto de 1º time brasileiro de League of Legends a representar o país em um campeonato internacional. A partir daí foi só alegria! O que era uma promessa virou realidade e Kami foi recebendo cada vez mais destaque, correspondeu isso dentro do jogo, e se firmou como o melhor midlaner do Brasil. Ganhou até um titulo de: o Faker brasileiro.

A história só foi se repetir em 2015, quando Kami e companhia conquistaram novamente o Circuito Brasileiro de League of Legends, e novamente o player foi representar o Brasil em solo internacional. Dessa vez, pelo 2015 World Championship, disputando o título contra as melhores equipes do mundo. O time chegou muito confiante e com um objetivo: avançar para os playoffs do Mundial. Bom… Eles quase conseguiram. Ficaram a apenas uma vitória desse incrível feito para o cenário. Infelizmente, a classificação não veio, mas eles surpreenderam boa parte das equipes, e fizeram bonito naquela competição.

Mas nem tudo são flores nesse universo. No split seguinte, Kami e a paiN Gaming amargaram a Série de Promoção do CBLOL, um jogo que valia a permanência da equipe na elite do League of Legends brasileiro. Desse desafio eles conseguiram passar, mas não foi um ano nada fácil para a paiN, que recebeu fortes críticas da torcida e da comunidade.

Agora, na final do CBLOL 2017, o jogador se vê com uma nova chance de levantar o troféu mais importante da modalidade no Brasil, e por isso tem mostrado que não vive apenas de lembranças. Novamente no foco, nosso midlaner bateu um papo com a gente sobre as expectativas para o confronto que acontece no próximo dia 02 de setembro de 2017.

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Kami, depois do mundial de 2015, a paiN viveu momentos difíceis em 2016. Falando principalmente da primeira etapa, você também sofreu com esses momentos? E de que forma isso te afetou?

R.: Sempre que o time não está numa boa fase, os jogadores sofrem muito. É inevitável, pois todo o trabalho e esforço do jogador ao longo do ano vai pro lixo quando você não consegue a vitória. É uma profissão muitas vezes cruel, mas faz parte do trabalho do jogador não se deixar abater por isso. Há dias ruins, mas é importante seguir em frente.

Em 2016, muitas pessoas disseram que você perdeu o posto de melhor mid do Brasil. Agora com a paiN nessa final, você acredita que irá mostrar que esse posto ainda é um dos seus objetivos?

R.: Quando o time está em má fase, todos os jogares por consequência parecem jogar pior. O objetivo é sempre dar o meu melhor e fazer o que o time precisar para alcançar a vitória, o reconhecimento é consequência.

Além do seu estilo de jogo ter mudado, você como pessoa também mudou bastante ao longo da sua carreira. Ficou mais extrovertido, menos tímido. Isso foi uma necessidade ou algo natural e “não planejado”?

R.: As pessoas crescem e mudam, acho que faz parte hahah.

Ser o Kami, uma figura querida, carismática e até importante para algumas pessoas, te atrapalhou em algum momento dentro e fora de jogo?

R.: Ser querido não poderia possivelmente atrapalhar alguém! Haha. A pressão dos fãs às vezes é demais, e é importante fugir um pouco desse mundo, só pra não enlouquecer, mas depois a gente volta. Não pode deixar o peso e a responsabilidade de representar tanta gente pesar de forma negativa na hora do jogo. É importante usar a torcida a seu favor.

Na semifinal contra a INTZ, vimos você pickando campeões com diferentes objetivos. Isso é um reflexo do seu estilo de jogo atual ou uma adaptação ao estilo do seus companheiros de equipe?

R.: É importante que o jogador tenha uma champion pool variada em uma melhor de cinco. Muitas vezes a estratégia muda no meio do caminho e é necessário fazer uma adaptação, seja no estilo de jogo, ou na própria escolha de campeões, mesmo.

O fato é que no 2º split do CBLOL 2017 a estrela de Kami voltou a brilhar. Contra a opinião de boa parte da comunidade, ele chegou na grande final e agora tem apenas um único objetivo: ganhar e carimbar sua passagem para a China!