JUC – UM SALTO PARA VENCER

De toplaner reserva, para uma das mentes por trás da classificação da paiN no CBLoL 2017.

jUc está na paiN desde o inicio de sua carreira em e-sports. Foi um dos responsáveis por montar a primeira lineup de League of Legends da equipe, e chegou a disputar os primeiros campeonatos pela organização, quando o pagamento ainda eram Riot Points.

Depois de um tempo, se afastou do seu sonho, mas não desistiu completamente. Deixou bem claro que, quando se formasse na faculdade, voltaria para o cenário competitivo e continuaria a trilhar o caminho que escolheu como profissão, e assim o fez. jUc voltou a jogar em 2016 e adivinha só, volto para o mesmo lugar que o revelou, a paiN Gaming. Dessa vez, como toplaner reserva do Mylon, um dos grandes nomes do cenário. Fora a isso também sempre ajudou muito a comissão técnica da equipe, com seus insights e conhecimento do jogo. Depois de um ano na posição, e com um conhecimento de League of Legends ainda maior, jUc assumiu como Assistant Coach, e junto ao Paada e RNG, formaram a comissão técnica da paiN Gaming em 2017.

JUC

Hoje você é um dos responsáveis por levar a paiN para a final do CBLOL, e ocupa uma posição bem importante que é a de Assistant Coach. Esse sempre foi seu sonho/desejo, ou você só descobriu esse talento e tomou essa decisão no meio do caminho?
R.: A princípio, eu tinha interesse em ser jogador. Essa proposta de Assistant Coach veio depois que o MiT saiu da paiN. Eu tinha interesse em trabalhar na comissão técnica sim, mas não por agora, entretanto, como eu tive essa oportunidade mais cedo, eu aceitei e não me arrependo.

Comissão técnica e jogadores participam do processo de decisão das estratégias para as partidas juntos, mas também existem níveis e diferenças de conhecimento. Qual é a maior diferença, e qual é a responsabilidade de cada um dentro desse processo?
R.: A comissão técnica geralmente apresenta temas novos, por exemplo: estratégia, champions, etc., e tem como dever mostrar quais são as principais vantagens e desvantagens que elas fornecem. Os jogadores nos dão o feedback do que foi apresentado, testando in-game.

Pelo áudio que abre nos pick e bans, é bem perceptível a sua evolução durante a primeira etapa. Para você, como funcionou esse processo, e o que mudou do jUc do 1º jogo contra a RED e o jUc da semifinal contra a INTZ?
R.: No 1º jogo contra a RED, eu era bem inexperiente em relação ao draft, e o Paada não tinha um papel importante também em questões estratégicas. Nós melhoramos exponencialmente nesse quesito, e queremos melhorar cada vez mais. Mas, uma das coisas mais importantes foi a auto confiança. Eu era bem inseguro, e com medo de ser julgado pelos outros. Depois desse jogo, eu só parei de me importar com o que os outros pensam, e segui com o estudo.

“Primeira etapa como técnico de uma equipe grande como a paiN, e já chegou a uma final” O que isso significa para você como jogador/coach?
R.: Essa final significa bastante esforço e trabalho, não só para mim, mas para a equipe toda. Fomos considerados por muitos como sem capacidade de chegar nos playoffs.
Apesar de ter conseguido alcançar isso com resultados de outras equipes, mostramos para todos que nossa evolução foi muito alta, e que temos condições de ganhar a grande final.

Qual a expectativa de vocês para essa final? Poderemos esperar uma boa performance da paiN mesmo o adversário sendo uma “estrela” dessa temporada?
R.: Com certeza nossa expectativa é ganhar essa final, mas com jogos bem disputados. Ambos os times sabem os pontos fracos um dos outros, e quem conseguir explorar melhor, sairá vitorioso.